Salvaguardar o futuro das florestas

Paula Salazar, secretária-geral do Conselho da Fileira Florestal Portuguesa (PEFC)

A Nossa Floresta” é uma iniciativa do Conselho da Fileira Florestal Portuguesas/PEFC, criada no âmbito da linha de financiamento desenvolvida em Portugal pela AMI – “No Planet B: Grandes Ações“, que se dedica a apoiar projetos que visam o combate às alterações climáticas e a sensibilização para a preservação ambiental.

Este é um projeto dirigido a alunos de 22 escolas da cidade de Lisboa e pretende dar a conhecer a importância da gestão florestal, dar visibilidade à certificação de produtos de base florestal sustentável e alertar para a importância das escolhas individuais em matéria do consumo consciente.

Fonte de riqueza

Embora as florestas estejam preparadas para doar parte dos seus recursos à espécie humana, como ar limpo, água, regulação de temperatura, madeiras e alimento, a maior parte das florestas são geridas com o intuito de garantir a satisfação das necessidades do homem, em detrimento da sua proteção.

A floresta é uma enorme fonte de recursos e rendimentos para todas as sociedades e respetivas populações, no entanto esta fonte é limitada. A sobreexploração florestal é um problemática que a PEFC , através do projeto “A Nossa Floresta” procura combater, sensibilizando jovens nas escolas secundárias de Lisboa.

“A maior parte das florestas são geridas para nos dar a nós, sociedade, os produtos de que necessitamos. De facto, as florestas providenciam-nos muita matéria, não só em termos da biosfera mas também a nível de alimento. É muito importante, no contexto social em que vivemos atualmente, com a questão dos fogos, dos matos e da biomassa acumulada nas florestas (por falta de gestão florestal), promover a gestão efetiva destas áreas florestais” – explica Paula Salazar, Secretária Geral da PEFC.

Esclarece ainda a ligação que a preservação florestal tem com os produtos que consumimos, pois “é através da Norma de Gestão Florestal e da cadeia de custódia, que conseguimos garantir a rastreabilidade da origem de um determinado produto até à floresta que lhe deu origem, pela via das certificações (por ex: madeiras), efetivando que estes rótulos vêm de florestas gestionadas e protegidas”.

No centro da mudança

“A Nossa Floresta” pretende trazer os jovens para o centro da mudança e foca-se no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12: Produção e Consumo Sustentável. De forma a desafiar os estudantes a serem participantes ativos nesta missão de sensibilização para a importância da gestão florestal e do consumo de produtos certificados de origem florestal, foi lançado um concurso de ideias aberto às escolas.

Este concurso foi lançado para três tipos de projeto, nas áreas de Campanha de Comunicação, Tecnologia e Inovação e Desenvolvimento de Produto. Várias ideias inovadoras foram partilhadas pelos alunos, de diversas escolas. De entre os finalistas ficaram grupos da Escola de Moda de Lisboa, Externato Marista de Lisboa, Escola Profissional de Loures, Real Colégio de Lisboa e a Escola Profissional Magestil.

Paula Salazar explica que “neste momento, estamos na fase de reunir com as escolas e com os alunos vencedores, de modo a dar vida às ideias dos finalistas e reproduzi-las para o futuro”, garante no entanto que “queremos fazer muito mais projetos de visibilidade seja com a comunidade escolar, seja com outros públicos. Estamos já a trabalhar neste sentido”.

Relembramos que o “No PLANet B!” é um projeto financiado pelo programa DEAR da União Europeia e pela linha de Educação para o Desenvolvimento do Instituto Camões a nível nacional.

Veja mais informações acerca da iniciativa “A Nossa Floresta” em https://www.anossafloresta.pt/

Veja mais informações sobre o projeto “No PLANet B!” em https://pt.noplanetb.net ou em https://ami.org.pt/missao/there-isnt-planet-b/