Pedidos de ajuda à AMI em Portugal aumentaram 16% em 2021 

63 pessoas retiradas da situação de sem-abrigo.

Procura de apoio de licenciados aumentou 40%

Em 2021, a AMI acompanhou 11.413 pessoas em Portugal, mais 16% que no ano anterior.  

Nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, recorreram aos serviços sociais da AMI 6.025 e 3.764 pessoas, respetivamente, registando-se um aumento de 11% em Lisboa e 19% no Porto em relação a 2020. No Funchal e em Angra do Heroísmo, os serviços sociais da AMI foram procurados por 550 e 845 pessoas, respetivamente, verificando-se um aumento de 21% no Funchal e 29% em Angra face ao ano anterior.  

A naturalidade mais significativa continua a ser a portuguesa (88%). 

No que diz respeito às habilitações literárias, embora o nível de escolaridade mais representativo da população apoiada seja o 1º ciclo (21%), vale a pena salientar que o número de pessoas com habilitações ao nível do ensino superior (229 com licenciatura e 8 com mestrado) aumentou 40% em relação a 2020. 

Verificou-se, ainda, que 724 pessoas, das quais 70% homens, procuraram o apoio da AMI por necessidades relacionadas com o alojamento, um decréscimo de 6% face a 2020, mas um aumento de 10% de pessoas que referiram situações de endividamento por rendas em atraso ou crédito à habitação que não conseguem cumprir. 

Desde 1994, ano de inauguração do primeiro Centro Porta Amiga, já foram apoiadas 90.341 pessoas em situação de pobreza e exclusão social em Portugal. 

63 Pessoas em Situação de Sem-Abrigo conseguiram sair da rua 

Foram acompanhadas, pela primeira vez em 2021, 112 pessoas em situação de sem-abrigo, das quais, 45 homens através do Abrigo de Lisboa, 20 homens através do Abrigo do Porto (um aumento de 15% face a 2020), e 47 mulheres através da Casa do Lago, um Centro de Alojamento de Emergência Municipal para mulheres criado pela Câmara Municipal de Lisboa e gerido pela AMI em resposta à pandemia. 

Desde 1999, ano em que se começou a fazer esta contagem, já foram acompanhadas pela AMI, 14.214 pessoas em situação de sem-abrigo através dos abrigos de Lisboa e Porto e das equipas de rua de Lisboa, Porto e Vila Nova de Gaia. 

Já os Abrigos da AMI, aberto que foi o primeiro em 1997, acompanharam 1.677 homens em situação de sem-abrigo em condições de inserção socioprofissional, dos quais 1.121 pelo Abrigo de Lisboa e 553 pelo Abrigo do Porto. 

Equipas de Rua da AMI acompanharam 214 pessoas em 2021

Por seu lado, as Equipas de Rua da AMI acompanharam um total de 214 pessoas em situação de sem-abrigo em 2021 (82 pessoas pela Equipa de Rua de Lisboa e 132 pela Equipa de Rua de Gaia e Porto). 

Na sua maioria, são homens (71%) entre os 40 e os 59 anos (50%), naturais de Portugal (80%) e sem atividade profissional. Procuraram a AMI, sobretudo, pela necessidade de bens alimentares (80%), vestuário (72%) e alojamento (60%), sendo que 37% necessitavam de uma consulta médica, 20% de medicamentos e 17% de apoio psicológico. 

As Equipas de Rua são uma resposta social multidisciplinar desenvolvida a partir de dois Centros Porta Amiga da AMI (a Equipa de Rua de Lisboa, do Centro Porta Amiga das Olaias e a Equipa de Rua de Gaia e Porto, do Centro Porta Amiga de Gaia), de apoio às pessoas em situação de sem-abrigo. Procuram ainda complementar a intervenção social realizada pelos Centros Porta Amiga e prestar um apoio psicossocial contínuo de forma a evitar regressões, prevenindo futuras formas de exclusão social.