“Vamos todos ser Dinis”: AMI promove angariação de fundos para reflorestar o Pinhal de Leiria

Ecoetica reflorestacao do Pinhal de Leiria

No Dia Mundial do Ambiente, a AMI lança a campanha “Vamos todos ser Dinis”, cujo objetivo é a reflorestação de 100.000 m2 de área ardida no Pinhal de Leiria, correspondente a 10.000 árvores de espécies autóctones, no âmbito do projeto Ecoética.

O mote desta campanha tem por inspiração o papel fundamental do Rei D. Dinis na plantação do Pinhal de Leiria no século XIII. Na atualidade, a AMI pretende assumir esta responsabilidade ambiental e ajudar a mitigar os efeitos do incêndio que destruiu 80% do Pinhal de Leiria em 2017, de forma a contribuir para a sustentabilidade e melhor preservação do território, bem como para a Agenda 2030 através do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 15 – Proteger a Vida Terrestre.

A intervenção por cada m2 tem o valor aproximado de 1€, que contempla a limpeza, preparação do terreno, reflorestação e posterior monitorização da área reabilitada, pelo que, para garantir a reflorestação plena da extensão delimitada para a intervenção, será necessário angariar o montante total de €100.000.

A ação terá lugar nos dias 20 e 21 de novembro por ocasião do Dia da Floresta Autóctone. Até lá, irá decorrer esta campanha com o duplo objetivo de, até 16 de outubro, angariar fundos para permitir a concretização da ação, que conta já com o apoio do Millennium BCP, e até 19 de novembro, recrutar voluntários que queiram participar neste esforço de reflorestação do Pinhal de Leiria.

Recorde-se que, face à necessidade de recuperar os terrenos florestais devastados pelos incêndios de 2017 e 2018 em Portugal, a AMI direcionou o projeto Ecoética, em curso desde 2011, para a reflorestação de áreas deflagradas pelos incêndios em diversas regiões do país. Esta iniciativa da AMI, apadrinhada pelo ator e apresentador Rui Unas, já permitiu reabilitar mais de 200.000 m2 de terreno.

Alguns dos principais objetivos do projeto Ecoética passam pela prevenção dos impactos associados à introdução de espécies invasoras, aumento da área vegetal em Portugal, preservação dos solos, proteção das reservas de água subterrâneas, prevenção de incêndios, recuperação de áreas de difícil acesso e a consequente monitorização e controlo das zonas intervencionadas.

Mais informações em https://ami.org.pt/missao/ecoetica