Pedidos de apoio à AMI aumentam de forma preocupante

70% das pessoas têm idade ativa e naturalidade portuguesa.

No primeiro trimestre de 2024 os serviços sociais da AMI em Portugal apoiaram 5.641 pessoas em situação de vulnerabilidade social, destas, 698 procuraram o apoio da AMI pela primeira vez, o que corresponde a um aumento de 31% relativamente ao primeiro trimestre de 2023.

A Fundação de Assistência Médica Internacional (AMI) registou um aumento de novos pedidos de apoio social em Portugal no primeiro trimestre de 2024, numa tendência que se mantém desde o período homólogo de 2023, quando a fundação começou a verificar uma situação de extrema vulnerabilidade económica das famílias. A situação mantém-se devido à inflação dos produtos alimentares e ao aumento dos custos com a habitação. A maioria das pessoas tem idade ativa e naturalidade portuguesa.

No primeiro trimestre de 2024 os serviços sociais da AMI apoiaram 5.641 pessoas em situação de vulnerabilidade social, o que corresponde a um aumento de 4% relativamente ao mesmo período em 2023. Destas pessoas, 698 procuraram o apoio da AMI pela primeira vez, registando-se um aumento de 31% de novos casos.

Recorde-se que, no primeiro trimestre de 2023, os serviços sociais da AMI apoiaram 5.409 pessoas em situação de vulnerabilidade social, das quais 533 procuraram o apoio da AMI pela primeira vez e que, na época, representavam um aumento de 46%.

Quanto aos casos de pessoas em situação de sem-abrigo, no total, os Centros Porta Amiga, Equipas de Rua e Abrigos acompanharam 1.020 pessoas, o que representa uma quebra de 8%, face ao primeiro semestre de 2023. Porém, as Equipas de Rua registaram apoio a 217 pessoas em situação de sem-abrigo no primeiro trimestre, mais 25% relativamente ao mesmo período em 2023.

Retrato Social: baixas habilitações literárias

No primeiro trimestre de 2024, a AMI acompanhou maioritariamente pessoas naturais de Portugal (73%) e dos PALOP (9%). Das pessoas apoiadas pelos equipamentos sociais da AMI, 50% são homens – 2.841 – e 50% são mulheres – 2.800 – e 70% encontram-se em idade ativa, entre os 16 e os 66 anos. Situação para a qual contribuirá o facto de a maioria das pessoas acompanhadas pela AMI terem baixas habilitações literárias: 35% tem o 1º ciclo ou 2º ciclo, 9% tem o ensino secundário e 5% não tem qualquer escolaridade.

No que diz respeito ao emprego, 43% das pessoas com mais de 16 anos, estão desempregadas e 43% não tem formação profissional. Os recursos económicos provêm sobretudo de apoios sociais como o Rendimento Social de Inserção (16%), pensões e reformas (11%) e os subsídios e apoios institucionais (3%). Acrescenta-se que 9% tem rendimentos de trabalho, mas que se revela precário e insuficiente pelo que têm de recorrer aos apoios sociais.


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