Histórias com finais felizes

“Mynore Adely é um verdadeiro milagre. Ele ficou ferido no terramoto que assolou o sul do Haiti a 14 de agosto deste ano, quando foi atingido por destroços, provocaram uma fratura exposta no fémur da perna esquerda.

Durante quase uma semana, Mynore e a sua família dormiram na rua, e durante esse período, Mynore não recebeu tratamento médico e a perna foi apenas enfaixada com trapos e garroteada com um pedaço de madeira.

A 22 de agosto, Mynore foi encontrado pelos ‘Samaritans Purse’ e foi submetido a uma cirurgia no dia seguinte, durante a qual, teve uma paragem cardíaca, que obrigou à inserção de um tubo nos pulmões para o ajudar a respirar.

Não havia nenhuma infraestrutra na zona do terramoto que dispusesse de equipamentos e recursos para cuidar de Mynore, pelo que foi necessário transferi-lo para Port-au-prince, com a ajuda da Guarda Costeira dos EUA e da HERO Ambulance. Mynor foi assim encaminhado para o Hospital Bernard Mevs (HBM), que não é apenas um dos poucos hospitais do Haiti com ventiladores, mas também com uma equipa formada para cuidar de casos graves como o de Mynore.

Depois de alguns dias no HBM, Mynore ficou suficientemente estável para ser novamente operado à perna. Porém, nem tudo correu tão bem como se esperava, porque Mynore foi diagnosticado com tétano.

Felizmente, foi possível administrar-lhe soro anti-tetânico e transferi-lo para uma sala silenciosa na unidade de terapia intensiva.

Em menos de duas semanas, Mynore já comia e comunicava, e começava a fisioterapia para recuperar as forças! O seu irmão, Wiksonne, esteve sempre ao seu lado e incentivava-o a a fazer os exercícios. Os dois jovens rapidamente se tornaram os preferidos da equipa médica e de outras famílias e pacientes do hospital.

A 14 de outubro, quase dois meses após o terramoto, Mynore recebeu alta e permaneceu num centro de apoio até que fossem tomadas providências para que ele e o irmão voltassem para casa em segurança.”

Partilhamos mais este testemunho que nos chegou do Hospital Bernard Mevs no Haiti.

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