Há 31 anos em missão com organizações locais

A AMI tem dedicado 31 dos seus 35 anos de história a intervir no terreno em parceria com organizações locais, reconhecendo a sua importância no conhecimento dos “palcos” onde atua, seja no campo humanitário ou do desenvolvimento.

O mundo vive em constante mudança e imprevisibilidade: guerras e conflitos armados despoletam num tiro silencioso e catástrofes climáticas subvertem as leis da sobrevivência de inúmeras populações do mundo, particularmente as que vivem em mais frágeis circunstâncias. Nestes casos, o recomeço é sempre um processo doloroso, em que canalizar recursos e meios para reconstruir uma nova vida se torna um processo complexo e um esforço hercúleo, que muitas vezes depende e carece de algum tipo de intervenção internacional.

Desde 1984 que a AMI procura estar na linha da frente, empenhada em contribuir para a melhoria das condições de vida das populações mais frágeis e isoladas em já 83 países .

Reconhecendo que o reforço dos meios de subsistência das comunidades em que a AMI intervém, depende fortemente do seu contexto socio-económico, cultural e religioso, as missões exploratórias da AMI tornaram-se, ao longo dos anos, oportunidades de aprendizagem com ONG que atuam no contexto local e instrumentos de trabalho fundamentais para a implementação de projetos. Desta forma, as perceções dos contextos vividos em áreas específicas do globo foram sendo amplificadas e por sua vez, as intervenções e ações desenvolvidas foram otimizadas, aproveitando o conhecimento, os recursos e meios locais como forma de garantir a sustentabilidade dos projetos e fortalecer as economias locais.

O primeiro projeto internacional em parceria com a sociedade civil local da AMI ocorreu nos arredores de Calcultá (Bengala Ocidental), na Índia, em 1989, como resultado do reconhecimento da missão exploratória da AMI, de que a perspetiva da Friend’s Society in Social Service ( FSSS), uma organização local dedicada ao apoio social e humanitário, viria a constituir uma mais valia para a construção de um projeto que se afirmasse do ponto de vista comunitário e democrático, privilegiando a participação de todos os stakeholders (comunidades locais, ONG locais e AMI).

As parcerias estabelecidas são determinadas pela relevância dos projetos apresentados e meios disponíveis para a sua implementação e só são aprovadas após uma missão exploratória ao terreno.

A relação custo/eficácia destes projetos, que se viriam a tornar principal estratégia de implementação de projetos adotada pela AMI, relevou-se extremamente positiva para os países de intervenção e uma partilha de experiências e de saber muito enriquecedora para todas as partes interessadas, tendo sido implementados até hoje em 54 países, de cinco continentes.