Florestas robustas vencem incêndios

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AMI já plantou 22 mil árvores em 220 mil m² de terreno ardido

No Dia Mundial da Conservação da Natureza, a AMI relembra a urgência vital de replantar o Pinhal de Leiria, devastado pelos incêndios em 2017 e agora. Até ao final do ano, o projeto ambiental “Vamos todos ser Dinis” pode ganhar 10 mil novas árvores, começando com apenas 1,00 euro. A meta é audaciosa, mas, com a mesma determinação, a AMI já conseguiu plantar, em diferentes pontos do país, 22 mil árvores e recuperou 220 mil m² de área ardida.

Fazer renascer a floresta portuguesa também é uma missão da AMI – Assistência Médica Internacional. Para combater a devastação causada pelos incêndios e contribuir para o reordenamento florestal, a AMI plantou 22 mil árvores de espécies autóctones como o pinheiro-bravo e pinheiro-manso, a alfarrobeira, o castanheiro, a azinheira ou o medronheiro. Uma floresta robusta com maior capacidade de resistência a incêndios e capaz de fazer renascer 220 mil m² de terreno ardido em Portugal.

A caminhada da AMI rumo à proteção e conservação da floresta portuguesa começou em 2011 com o projeto Ecoética e 2022 não é exceção. Desde janeiro, já foram plantadas 3 500 árvores no Pinhal de Leiria.

Até dezembro, a meta é a plantação de 10 mil árvores, para travar a desflorestação em Portugal que, segundo o Global Forest Watch, é um dos países da Europa e do mundo onde este risco é mais elevado.

Meta audaciosa, mas determinante, para ajudar a reerguer a região de Leiria onde, desde 11 de julho, já arderam mais 12 500 hectares de floresta. Com este espírito de missão, a AMI relança a campanha “Vamos todos ser Dinis”, no Dia Mundial da Conservação da Natureza, celebrado a 28 de julho.

Uma campanha do projeto Ecoética que contribui fortemente para a recuperação da floresta, “Vamos todos ser Dinis” surgiu em 2017, quando o projeto foi redirecionado para a recuperação dos terrenos devastados pelo grande incêndio de Pedrógão Grande. Tinham ardido 30 mil hectares de floresta, 66 pessoas haviam perdido a vida e 234 estavam feridas.

Em 2018, o Ecoética da AMI empenhou-se na recuperação de Monchique, quando 27 154 hectares de floresta foram consumidos pelos incêndios.

Cinco gestos, uma árvore plantada

As novas árvores podem crescer em qualquer ponto do país, onde a AMI seja chamada a intervir. Os gestos para alcançar este bem maior são simples.

A recuperação de 1 m² de terreno custa aproximadamente 1,00 euro e com 10,00 euros é possível plantar uma árvore e fazer a sua manutenção durante os primeiros cinco anos de vida.

Após angariar as doações necessárias, a AMI faz a limpeza do terreno ardido. Mato e restos ardidos são cortados, triturados e incorporados no solo depois de as árvores serem plantadas, de forma a renovar os níveis de matéria orgânica.

Segue-se o tempo de arejar o solo, retirando a cinza da superfície. Um processo que renova a capacidade de o terreno reter água e absorver nutrientes.

Chega o momento de escolher e plantar árvores de espécies autóctones, adequadas ao solo e clima da região. E depois das árvores chega o tempo de replantar arbustos e herbáceas, também adequados ao solo e clima da região, de forma a reconstruir a cobertura original do solo e diminuir a possibilidade de incêndio.

Nos cinco anos seguintes, a AMI monitoriza e mantém a jovem floresta, substituindo as árvores que não sobreviveram e assegurando que a reflorestação é bem-sucedida. Desta forma, completa os cinco gestos com os quais está comprometida, para fazer renascer a floresta portuguesa.

Em terrenos públicos ou de gestão pública, as ações de reflorestação têm caráter exclusivamente conservacionista, sem qualquer objetivo comercial. E os doadores e/ou voluntários do Ecoética podem acompanhar a plantação e o crescimento da nova floresta, mesmo à distância, porque todos os terrenos são georreferenciados, sendo as coordenadas geográficas cedidas a todos os participantes.

Mais informações em https://ami.org.pt/missao/ecoetica/